Deixo o mar para trás, as ondas
que arrebentam na areia trazem no vapor seco um olhar que se perde. Me
perde,outra vez, essa paisagem que se esconde entre a escuridão e o negro
profundo dos planetas, mas entre os murmúrios das vidas que habitam o gás, lembro
dos sons, esses sons que me invadem, me encontram. Lá fora, rubor do sol se
esconde entre o cimento e eu me afasto lentamente, assistindo as águas lavarem
a saudade e fecundar, como o homem que nasceu do mar, o amor, que em ressaca
transborda e nas ondas retorna, para junto de mim.
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